6.8.10

Iazul?

Parou de doer.
Finalmente, parou de doer.

No lugar daquela confusão toda, uma enxurrada de alegria, de riso, dos melhores sentimentos. E a fonte ainda não secou, e nem dá sinal de que um dia sucumbirá. Apenas se mostra mais real, palpável, crível. Eu prefiro assim: felicidade em doses homeopáticas; de gotinha em gotinha, igual quando a gente era criança.

'Devagar e sempre' é melhor do que tudo de uma vez. 

Mesmo assim, eu sinto medo. Aquele medinho que se instala dentro da gente nos melhores momentos da nossa vida e nos faz pensar em Vinícius de Moraes e o seu 'tristeza não tem fim, felicidade sim'.

Mas eu não posso me deixar levar por nada disso, não posso. Não quero nunca mais sentir que estou apenas adiando o momento de sentir A dor de novo, não quero uma felicidade meramente protelatória. A insegurança me consome, mas que graça teria se não fossem as incertezas? Repito isso como quem quer se convencer. E me convenço.

Eu quero que o amanhã seja como hoje, mas será? Será?

Aí eu me lembro de quando fiquei ensaiando o que eu queria te dizer, mas na hora saiu tudo no improviso. Que efeito será que causou? Fiquei me perguntando por dias. Até que você deu o primeiro passo.

E Vinícius errou: a minha teve fim. Que erre de novo.

Ah, essa confusão que é amar...