Parou de doer.
Finalmente, parou de doer.
No lugar daquela confusão toda, uma enxurrada de alegria, de riso, dos melhores sentimentos. E a fonte ainda não secou, e nem dá sinal de que um dia sucumbirá. Apenas se mostra mais real, palpável, crível. Eu prefiro assim: felicidade em doses homeopáticas; de gotinha em gotinha, igual quando a gente era criança.
'Devagar e sempre' é melhor do que tudo de uma vez.
Mesmo assim, eu sinto medo. Aquele medinho que se instala dentro da gente nos melhores momentos da nossa vida e nos faz pensar em Vinícius de Moraes e o seu 'tristeza não tem fim, felicidade sim'.
Mas eu não posso me deixar levar por nada disso, não posso. Não quero nunca mais sentir que estou apenas adiando o momento de sentir A dor de novo, não quero uma felicidade meramente protelatória. A insegurança me consome, mas que graça teria se não fossem as incertezas? Repito isso como quem quer se convencer. E me convenço.
Eu quero que o amanhã seja como hoje, mas será? Será?
Aí eu me lembro de quando fiquei ensaiando o que eu queria te dizer, mas na hora saiu tudo no improviso. Que efeito será que causou? Fiquei me perguntando por dias. Até que você deu o primeiro passo.
E Vinícius errou: a minha teve fim. Que erre de novo.
Ah, essa confusão que é amar...

6 alguém?:
..inda bem!!! Saudades DESTA Mariana... de ler o que ela escreve... de saber que ela tá legal, etc. Muito bom! :)
vi seu post la na comunidade da sua antiga sala.
Sinta-se convidado pra a próxima sessão no bar com a galera antiga. E pra todas as outras que certamente virão!
Obrigada pelas palavras. =)
eu tambem ensaio tanto o que vou falar e NUNCA consigo lembrar o texto!
beijo!
Meu, li um comentário seu no blog da Lola e vim aqui dizer que assino embaixo, já que lá não tem espaço pra isso. Congrats!
Mariana, vim aqui te dizer que ADOREI o comentário que vc deixou pra Lola (Escreva Lola Escreva). Não leio mais o blog dela por não suportar o tom condescendente e de dona da verdade, dedo em riste na cara alheia, mas de tanto comentarem do tal post sobre a Marina fui espiar. Não tive estômago pra ler tudo, mas que bom que li o seu comentário. Adorei.
Homeopaticamente?
Sempre que escrevemos sobre amor corremos o risco de soar utópicos e exageradamente românticos.
Mas quem está do lado do cupido ri de tudo isso, quer que as aparências fiquem no quarto de hóspedes e prefere comer o prato principal apenas com a 'companhia perfeita'.
Cheguei aqui por acaso, mas vou seguir por vontade própria.
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