A gente pensa que esse dia nunca vai chegar. A gente pensa que os amigos que fizemos lá, na infância, na adolescência, nos acompanharão até a velhice.
Mas depois, quando cada um segue seu rumo, sua vida, descobrimos que não é bem assim. A convivência fica restrita as férias e não temos mais piadas internas.
Não sei se é assim com todo mundo, mas nada disso me impede de continuar amando. Sentir saudade sempre foi um sentimento crônico pra mim. Meus primos, por exemplo, passaram anos morando na minha casa e depois, simplesmente passaram no vestibular e se mudaram pro Amazonas. Uma das minhas melhores amigas nunca foi da mesma sala que eu, nunca tivemos tempo de passar intervalos juntas, e o email é a nossa salvação.
Mas sabe por que todos eles continuam sendo importantes pra mim? Porque eu sei amar de longe. Eu sei me alegrar de ouvir falar. Eu sei torcer por algo que eu nem tô vendo.
As vezes eu gostaria que meus braços pudessem alcançar todos eles - onde quer que eles estejam - só pra eu dar um abraço de duas horas e meia. Ahh, se meus braços fossem proporcionais as distâncias, e os abraços proporcionais a saudade...

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