A felicidade é algo muito pessoal e o que há de mais difícil é decodificar a sua e, finalmente, descobrir o que te faz realmente feliz. Por ser algo extremamente particular, não existem fórmulas e o que vale pra mim, provavelmente não vale pra você. Ou seja, atividades que me trazem momentos memoráveis de felicidade podem ser totalmente indiferentes pra você, ou até terrivelmente entediantes.
O grande problema das pessoas é que elas costumam se ‘adequar’ a um modelo pronto do que chamam de felicidade – tipo aquelas propagandas de famílias perfeitas num condomínio fechado e tranqüilo, ou jovens se acabando de beber e dançar numa boate barulhenta da moda – e tentam, de qualquer modo, se adaptar aquela felicidade ‘ideal’, sendo que nada é unânime, muito menos a felicidade. E assim, as pessoas continuam em suas vidas tristes, porque não se conhecem suficientemente bem.
É um árduo exercício conseguir desmistificar essa felicidade massificada e enxergar que aquilo simplesmente não te faz feliz, embora faça com que muita gente se sinta realizada. Ainda bem, porque, felizmente, as pessoas não são todas iguais.
Eu, a custo de muita observação e análise interna, já identifiquei algumas atividades que alegram muita gente e que, pra mim, só trazem tédio (no mínimo).
Sair em grupos enormes, ir a lugares lotados e barulhentos, onde o volume da música me impede de falar e ouvir normalmente e outras coisas do tipo configuram tortura pra mim. Descobri também que não gosto de carnaval: não gosto das músicas de carnaval, das micaretas, e daquela pegação toda. O feriado eu tolero, digamos, hehehe. E ao contrário da esmagadora maioria das mulheres, eu não sou muito de gastar horas e horas pra decidir que roupa levar. Minha irmã, por exemplo, pode até ter adorado a primeira roupa que experimentou, mas não leva enquanto não rodar o shopping inteiro e constatar que nada é mais bonito/compensador do que aquela primeira peça. Eu, ao contrário, não perco horas da minha vida que nunca mais irão voltar com coisas assim.
Eu gosto é de sair com pouca gente, ter tempo pra ler meus livros, ouvir minhas músicas e jogar conversa fora. Poder ficar de meias e moleton e sair sem precisar pentear o cabelo me faz feliz. Dormir até tarde e depois do almoço, fazer programas de casal e assistir friends me faz feliz. E até comer peixe cru, descoberta recente, me traz felicidade. Tomar sol e ficar fritada, não mais.
E pelo fato de que muita gente diria exatamente o contrário do que eu disse aqui, a felicidade é assim tão particular, intransferível. Então descubra qual é a e seja feliz.

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