"Se você pudesse escolher cinco pessoas (vivas ou mortas, reais ou imaginárias), pra conversar por três horas, quem seriam essas pessoas?
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(A conversa ficaria gravada na sua memória, mas não na das pessoas com quem você conversou. Ou seja, você não pode conversar com o Hitler e convencê-lo a não matar nenhum judeu. Outro ponto: linguagem não é uma barreira... a pessoa vai entender o que você diz e você vai entender o que a pessoa diz)".
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Desde que eu vi essa 'proposta' no
blog do
@andretaf, confesso que fiquei horas e mais horas pensando sobre as cinco pessoas com quem gostaria de falar. Essa pergunta me consumiu muito mais do que, sei lá, "o que você levaria para uma ilha deserta?". Fiz e refiz a lista, escrevi e rabsiquei, pensei e repensei, até que, finalmente, cheguei em cinco nomes com 'maior índice de certeza segundo eu mesma'. Não sei se vou pensar assim pra sempre, mas por enquanto é isso que eu queria:
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5 - Alvo Dumbledore: podem rir, mas ele era deveras sábio e incrivelmente humano. Obviamente falo do Dumbledore velho, de barbas prateadas e oclinhos em meia lua. Este tinha consciência de que o poder não lhe caía bem, mas foi exemplarmente generoso em dividir sua sabedoria, sua sensatez, sua humildade e seu brilhantismo com todos, especialmente com aqueles incubidos de liderar. O fato é que ele esteve disposto a melhorar seu mundo mesmo sem ganhar nada além de admiração e agradecimento. Acho que ele poderia fazer algo parecido por aqui, e nos ajudar, esse bando de 'trouxas'. Ora, se é pra fantasiar...
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4 - Simone de Beauvoir: o fato de ela ter sido filósofa e feminista bastariam para incluí-la na lista. Mas, por incrível que pareça, esses são apenas dois de muitos motivos que me fazem ter vontade de passar três horas apenas ouvido ela falar. Pra começar, ela conviveu com os maiores pensadores de seu tempo, o que significa que poderei ouvir histórias ótimas além de tudo. Tem também o fato de que ela foi uma mulher (muito) a frente do seu tempo: não casou, teve um relacionamento abertíssimo durante quase toda a vida e, mesmo assim, não dava a mínima para os olhares superiores de 'gente honesta' que a cercava. Pensando bem, três horas seriam pouco.
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3 - George Orwell: ele está na lista dos meus escritores favoritos, mas não é só por esse motivo que ele tá aqui. Caso assim fosse, eu não poderia deixar de incluir nomes como Machado de Assis e Gabriel García Márquez. Ocorre que, pra mim, estes transmitiram tudo o que quiseram e suas obras, de modo que perguntas são praticamente desnecessárias. O fato é que, tive que descartar esses e outros nomes para finalmente terminar essa lista mínima. Com George Orwell é diferente: eu leio e sinto vontade de falar, perguntar, divagar, etc. Começei com a "revolução dos bichos" quando tinha 16 anos, e logo emendei com '1984'. Ainda resta muito pra ler, claro, mas sem dúvida, seria uma conversa e tanto.
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2 - Maitê Proença: não riam, por favor: meu número dois é muito sério. Pra mim, é certo e indiscutível que essa mulher possui o segredo da beleza e juventude eternas e acho justo e razoável que ela divida isso com a gente, meras mortais que somos. Seriam três horas muito bem gastas. #momentomulherzinha.
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1 - Meu Avô: pai da minha mãe. Seria bom, bom demais, fazer mais uma visita ao escrtório proibído, ou mexer na máquina de escrever com muito medo de ser descoberta, ou brincar de serra-serra... Ou ganhar mais um abraço. Saudade.
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Ficaram de fora:
- Tomé: o apóstolo cético. Ele quase entrou, mas aí lembrei que o
@andretaf já o incluiu na lista dele, então qualquer coisa é só perguntar depois. #esperteza.
- Hilter, Papas do mal, Ditadores e afins: duvido que eu conseguiria passar três horas initerruptas só xingando.
- A Pretty, minha cadelinha: não entrou pelo simples fato de ela não ser considerada uma 'pessoa'.
- Deus: ele entraria, mas eu teria que ter certeza que ele realmente existe exatamente como a bíblia o descreve. Como tenho sérias restrições quanto a isso, preferi deixá-lo de fora. Depois, de qualquer jeito, me lembre que - sendo ele onipotente, onipresente e onisciente - ele também não atenderia aos requisitos básicos de 'pessoa'.
- Capitu: de Dom Casmurro: quem me conhece sabe que minha curiosidade ultrapassa os limites da normalidade. Eu só queria sabe se rolou mesmo algo entre ela e o Escobar... Mas acho que a dúvida faz parte do charme do livro, então é preferível deixar as coisas como estão.
FIM.
PS: seria realmente uma bobagem perder tempo tentando mudar a história, né?